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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

No fim, tudo dá certo. Se as coisas ainda não se ajustaram, é porque o final ainda não chegou.
(Autor desconhecido)




Pode parecer idiota, mas é engraçado quando você sai de uma paixão e assume o papel de "crítico amoroso". Sabe aquele ar de intelectual de quem entende tudo daquilo que todos não entendem coisa alguma? Então... é muito divertido estar nesse papel. Sinto até vontade de escrever alguns conselhos, sabe... Algumas coisas que não serão seguidas por alguém, mas que devem estar registradas. Algo como fingir que estou escrevendo para quem finge que está lendo.

Eu não tenho muita coisa para falar de amor. Criei um nojo, um certo desprezo pelo assunto. Mas ele existe e não é crime nenhum voltar a escrever sobre ele. Agora de uma maneira mais leve, um pouco mais sadia que de momentos anteriores. Quero escrever coisas bem mais simples sobre ele.

A verdade é que eu vejo muito amor por todo lado, mas não aquele amor que faz bem. Vejo o amor meio capitalista. Você me compreende? Não? Sabia que seria difícil. Mas vamos lá...

Amar, todo mundo ama. Ama pela beleza do outro, ama pela simpatia, pela inteligência, pela grana, etc, etc, etc. Mas existem formas de amar que são raras. A forma de amar mais incrível que eu conheço foi descrita pelo autor Arthur da Távola no texto "Amar Bonito". Sim... esse é o amor que está sumindo, na minha opinião.

Quando eu falo que o amor anda meio capitalista é porque o que eu vejo é que as pessoas amam da mesma forma como trabalham. É muito esforço, muito jogo de cintura, muito desaforo levado na cara para, em algum momento, receber uma recompensa. Recompensa essa que - pasmem! - temos uma leve tendência a achar que é insuficiente.

Algumas pessoas falam que eu sou romântico demais em meus pensamentos. Não romântico no sentido de um cara que se apaixona fácil, mas romântico no sentido de idealizador. Discordo, mas em relação a esse assunto, sou idealizador mesmo. Acho que o amor é algo muito bom. Algo tão maravilhoso que não combina com esforço, sofrimento, joguinhos ridículos, etc.

Que porra de pensamento é esse que as pessoas têm de que é preciso batalhar pelo amor da pessoa que você deseja? Talvez seja esse o motivo de eu nunca ter sido amado por alguém. Comigo é bem simples: eu gosto de você e você gosta de mim... precisa dizer ou fazer mais alguma coisa? Precisa fazer doce, armar situações para mostrar isso ou tentar provocar ciuminho? Claro que não! Abre o coração e aproveite cada minuto ao meu lado, cacete!

Pra que tentar manipular ou tentar mostrar que você é importante para mim? Eu sei disso. Quer fazer joguinho? Ok! Mas quando você estiver convencida que ganhou nesse jogo, vai comemorar com quem? Melhor: vai comemorar o quê? Esse é o Amor Capitalista. Sempre revestido de disputa, no qual um está por cima. Isso, definitivamente, não é o Amor Bonito de da Távola!

Esse texto de Arthur da Távola foi tema de uma prova de Literatura no meu 3º ano do ensino médio. Foi uma situação engraçada quando eu comecei a ler e lembrar da garota pela qual estava apaixonado. Descobri que eu sabia Amar Bonito, mas não da maneira certa. O tempo passou, sai da escola e dificilmente cruzo com a minha antiga paixão, mas esse texto ficou na minha memória.

O Amar Bonito é tão simples que as pessoas se recusam a aprender. Esse amor é aquele irracional. É quando você desce do seu Olímpo e resolver ser, apenas, humano. Você se despe de todos os orgulhos, de todas as fantasias, de todas as cobranças. Você passa a não cobrar, a não querer justiça, igualdade. Você só quer estar ali, do lado de quem você gosta.

Não é preciso ter medo de ser assim. No fundo, todos queremos ser (e somos) assim. Queremos cuidar, estar perto. Nenhuma palavra precisa ser dita. Basta sentir a presença da pessoa. Amar Bonito, como diz Arthur da Távola, é não ter razão.

O que é fundamental no Amor Bonito é a falta do medo. O romantismo não é feio. Pelo contrário: ele é invejado. Não tenha mais aquela insegurança de "pagar pau" pela pessoa que você sonha todas as noites. Vai fundo... seja criança, transborde inexperiência, encabulamento. Não tem importância se os outros acabarem te pegando em flagrante admirando a pessoa amada.

Você pode ficar olhando e continuar a olhar e olhar aquilo que você acha a maior perfeição da Terra. Está certo! Acredite! Assim como está certo tentar adiar sempre que possível, de preferência com beijos, aquela DR insuportável que alguém, um dia, estupidamente e ridiculamente disse que era muito importante para manter os relacionamentos saudáveis.

Não teorize o amor. Apenas viva e deixe a teoria para quem nunca viveu ele e se contenta em escrever sobre esse complicado estado. Sim... deixe para pessoas como eu, que sempre vi esse sentimento meio como uma criança pobre que vê um brinquedo muito caro logo a sua frente, mas que acabando dando como nariz na vitrine e acaba se rendendo a realidade. Repito: não teorize. Viva o amor. Viva o amor!

Você me pergunta: ''Ah... mas se eu quebrar a cara e sofrer?". Não pense mais nisso... É por esse medo que todos resolvem tentar fazer do amor um grande jogo. Jogue pro alto todas as jogadas, estratégias, golpes e espertezas. Não tenha atitudes sabiamente eficazes. Acredite: no amor, não é sábio ser sabido.

Não tenha medo de abrir o coração e falar o tamanho do amor que sente. Seja você por completo, com todas as carências e fragilidades. Seja aquilo que a vida não deixa você ser! Cante, mesmo que desafinado, mas cante todas as manhãs. Tente falar todas as coisas bonitas que você conhece. Mesmo que saia muita besteira, tente sempre! E o principal: diga "Eu quero!", "Eu tenho vontade!".

Bom... sei que muitos compreenderam o que eu disse. Pelo menos uma das dicas será seguida. E nada mais posso desejar à vocês senão o meu mais verdadeiro Boa Sorte!

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